by @podecriticar

5 Filmes dirigidos e protagonizados por mulheres

Dia 08 de março está chegando, e, com ele, o dia das mulheres! Pensando nessa data e na grande importância do público feminino da Magnólia, e unindo ao @Podecriticar, escolhi por prestar uma homenagem a diretoras mulheres, que em pleno 2021 continuam a ser pouquíssimo prestigiadas no ramo cinematográfico (ps: você sabia que, até hoje, só uma mulher ganhou o Oscar de Melhor Direção? Inacreditável!). Aproveito a oportunidade para convidar vocês a fazerem uma reflexão: qual seu filme preferido dirigido por mulher? Você costuma reparar na falta de mulheres a frente de grandes produções?

Trouxe então uma lista muito especial com filmes incríveis e inspiradores que, além de serem dirigidos por mulheres, tem protagonismo feminino!

As Patricinhas de Beverly Hills (1995)

Onde assistir: Telecine/ Prime Video.

Diretora: Amy Heckerling.

Sinopse: Em Beverly Hills, a adolescente Cher (Alicia Silverstone), filha de um advogado (Dan Hedaya) muito rico, passa seu tempo em conversas fúteis e fazendo compras com amigas totalmente alienadas como ela. Mas a chegada do enteado de seu pai, Josh (Paul Rudd), muda tudo, primeiro por ele criticá-la de não tomar conhecimento com o “mundo real” e em segundo lugar por ela descobrir que está apaixonada por ele.

O mais clássico da lista, ícone da moda dos anos 90/2000, “As Patricinha de Beverly Hills” consegue ser um filme adolescente, sobre “futilidades” e ainda ser um exemplo de independência feminina. Cher, que tinha tudo para ser “só mais uma patricinha” é uma personagem complexa, de bom coração e que sempre coloca suas amizades em primeiro lugar. Muito bem resolvida, Cher nem merece que o filme seja chamado de uma comédia romântica, pois o protagonismo é todo dela e esta só escolhe o amor quando encontra alguém que a transborde, pois já é completa sozinha!

Lady Bird – A Hora de Voar (2017)

Onde assistir: Netflix.

Diretora: Greta Gerwig.

Sinopse: Em Lady Bird – A Hora de Voar, Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

Apesar de ter uma temática adolescente, “Lady Bird” é um drama intimista que consegue abarcar muitos dos anseios dos jovens de uma forma delicada ao mesmo tempo em que têm doses de humor ácido. Christine é uma personagem que não se apoia em clichês para representar as meninas que passam por esse período de transição entre o fim da adolescência e a entrada na vida adulta; demonstrando seus medos de menina, mas também sua confiança e irreverência de jovem mulher. O drama narrado entre a protagonista e sua mãe é de uma delicadeza que paira entre frases não ditas e arrependimentos passados; “Lady Bird” é sobre o feminino na juventude e ainda sobre a força do laço materno.

Troop Zero (2019)

Onde assistir: Prime Video.

Diretoras: Bertie; Bert.

Sinopse: Em Troop Zero, na Geórgia rural de 1977, uma menina fora dos padrões sonha com a vida no espaço. Quando uma competição nacional oferece a ela a chance de realizar seu sonho e gravar sua voz no Golden Record da NASA, ela recruta uma tropa improvisada de Escoteiras Birdie, construindo amizades para a vida inteira.

Como falei na lista passada que trouxe aqui na Mag, “Troop Zero” consegue ser leve ao mesmo tempo em que passa uma importante mensagem. Com ótimas atuações mirins, e adultas, como a brilhante Viola Davis, a obra entrelaça a história de uma pequena menina cheia de sonhos e a vida de uma mulher trabalhadora, já “desiludida” com a vida. As amizades feitas pela protagonista, ao longo do caminho, mostram injustiças e a perseverança desses pequenos frente a elas, fazendo da união sua força. A beleza aqui está na inocência das crianças em tela, que juntas aprendem o que énn amizade e a importância do “sonhar”, isso sem a obra precisar se utilizar de facilitações de roteiro que fariam a vida parecer “fácil como em um filme”. Abraçando as diferenças, “Troop Zero” é sobre a força feminina em todas suas formas e idades.

A Despedida (2019)

Onde assistir: Telecine.

Diretora: Lulu Wang.

Sinopse: Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não a informar a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ninguém saiba o que está acontecendo de verdade.

“A Despedida” é o filme mais delicado da lista, sendo este uma história baseada em fatos reais. É muito interessante como sua temática podia fazer da obra “triste”, porém o roteiro explora muito mais emoções e nuances do que somente a “sobriedade” da trama. A relação da protagonista com sua vó é tão linda que emociona simplesmente com uma troca de sorrisos. Mesmo que pareça que não tem como a história surpreender, “A Despedida” é doce e quente, como uma lágrima de felicidade. Essa é uma delicada obra sobre gerações, e, principalmente, sobre o vínculo feminino que persiste mesmo frente a diferenças geracionais.

Fora de Série (2019)

Onde assistir: Telecine.

Diretora: Olivia Wilde.

Sinopse: Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passarem por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem correr atrás dos 4 anos perdidos em apenas uma noite.

Termino a lista com o filme que roubou meu coração em 2020. Com uma sinopse que não promete nada, “Fora de Série” é muito mais do que uma comédia (aliás, muito engraçada). Comparada a um “Superbad” feminino, já é incrível o fato de essa ser uma comédia sem pretensões amorosas protagonizada por duas mulheres, a obra ainda nos presenteia com uma amizade linda, com camadas e sem rivalidade feminina (eba!). Tocando em vários temas tabus pertinentes à juventude e, principalmente, a meninas adolescentes, “Fora de Série” é um avanço e um exemplo a novas (e velhas) gerações.

Espero que tenham gostado da lista, e que assistam e prestigiem diretoras, e mulheres no geral, não somente no mês de março, mas no ano todo!

Para mais dicas e listas de filmes confiram o meu insta de cinema @podecriticar.

Até o mês que vem,

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